Festival do Patrimônio terá mais de 500 atrações gratuitas
- Antonio Montano
- 22 de jul.
- 3 min de leitura
Cada história de São Paulo é contada a partir de um olhar, seja por meio da arquitetura, da gastronomia ou por suas ruas, que carregam importantes significados para a cidade, desde sua fundação até os dias atuais. É com esta proposta que o “Festival do Patrimônio - São Paulo: cada olhar, uma história” traz uma programação especial, que reúne mais de 500 atrações gratuitas, em todas as regiões, de 8 a 16 de agosto.

Visitas guiadas a edifícios históricos, roteiros, oficinas, cursos, shows, museus, feiras criativas e de gastronomia formam o festival, que integra a 12ª edição da Jornada do Patrimônio, a 4ª edição do Patrimônio à Mesa e a Semana de Valorização do Patrimônio. O evento é realizado pela Prefeitura de São Paulo e organizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).
Entre os destaques da programação, estão roteiros em pontos históricos da cidade. Um deles será no Pico do Jaraguá e conta aos participantes a história sobre como os indígenas Guarani Mbya, que continuam na região até hoje, e bandeirantes como Afonso Sardinha, que dá nome ao casarão presente no parque, moldaram a identidade da região noroeste da cidade. A visita ocorre no sábado (15), às 10h, e o ponto de encontro será na Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539.
No Centro Histórico de São Paulo, um dos roteiros acontece no Solar da Marquesa de Santos, e conta sobre os caminhos percorridos por pessoas negras escravizadas, no domingo (16), às 9h. Um pouco mais tarde, às 12h, será realizado um passeio com relatos sobre almas, tragédias e mistérios entre a Fonte dos Desejos e o Viaduto Santa Efigênia. O ponto de encontro será em frente ao Theatro Municipal.
Programação completa de Roteiros, Cursos e Museus
A abertura será no dia 8 de agosto com uma caminhada pelo Centro Histórico, seguida de roda de conversa da Semana de Valorização do Patrimônio: “São Paulo, múltiplas camadas”, que tratará sobre as diferentes formas de observar, interpretar e narrar São Paulo. Literatura, quadrinhos e música se encontram para refletir sobre a cidade, na Biblioteca Mário de Andrade.
Além dos roteiros, o Vale do Anhangabaú terá uma exposição com 600 carros antigos no dia 16 de agosto, das 8h às 17h. As casas históricas, que fazem parte do Museu da Cidade de São Paulo, também promovem exposições, como a mostra “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique”, na Casa do Grito, no Parque na Independência, que traz os resultados de pesquisas arqueológicas realizadas desde 1980 no local.
Se a ideia é colocar a mão na massa, o Solar da Marquesa de Santos terá uma oficina de criação de cartões-postais sobre as lutas das mulheres operárias, com uma passagem por episódios históricos como a primeira Greve Geral até as primeiras leis trabalhistas, no domingo (16), às 13h30. O Solar da Marquesa de Santos, o Beco do Pinto, a Casa da Imagem, Chácara Lane, o Sítio da Ressaca, a Casa do Grito, a Capela do Morumbi, a Casa do Tatuapé, a Casa do Butantã e a Casa do Caxingui, que fazem parte do Museu da Cidade terão visitas patrimoniais no sábado (15) e domingo (16), às 14h.
Também serão oferecidos de graça mais de 100 cursos, entre eles, dois falam sobre o livro "Quarto de Despejo", da escritora Carolina Maria de Jesus: na Biblioteca da Fábrica de Cultura Vila Curaçá, no sábado (15), às 11h, a abordagem é sobre o olhar e a construção da história; Na Casa de Cultura Municipal Freguesia do Ó, no sábado (15), às 15h, a reflexão é sobre a relação e o modelo de trabalho exercido pelas periferias e grandes corporações que remontam à escravidão.
No Centro Cultural Penha, no sábado (15), às 16h, o curso “Na pisada do maracatu: patrimônio imaterial brasileiro” oferece aos participantes a oportunidade de tocar instrumentos percussivos e conhecer diversos elementos que compõem o Maracatu de Baque Virado.
“São Paulo é cenário de inúmeros filmes e histórias, e conta com cineastas, produtores e roteiristas que se inspiram na cidade, assim como músicos, poetas e escritores também o fazem. Essa conexão entre cultura e cidade valoriza ainda mais o patrimônio da capital”, reflete Totó Parente, secretário de Cultura e Economia Criativa.
A Jornada do Patrimônio em São Paulo é regulamentada pela Lei Municipal nº 16.546/2016 e organizada com base em normativas de gestão cultural e editais periódicos da Prefeitura, como o Decreto Municipal nº 62.652/2023, que define as atribuições de difusão e preservação do patrimônio.




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