Projeto De|generadas discute o feminismo no Sesc Santana

De 5 a 27 de março, o Sesc Santana apresenta a segunda edição do projeto De|generadas, que discute o feminismo em suas diversas vertentes e caminhos atráves de ciclos de conversas, performances, intervenções visuais, contação de histórias, cinema, shows musicais e uma mostra de produtos e serviços Projeto que parte do ponto de vista histórico da opressão sobre mulheres e do imperativo de um pensamento sobre gênero na sociedade para afirmar que ainda se faz necessária a discussão sobre os diretos da mulher. Para pensar essas questões e endossar a discussão sobre o dia 8 março - Dia Internacional para os Direitos da Mulher - o Sesc Santana propõe a segunda edição do projeto De|generadas, uma série programática que pretende se debruçar sobre os pensamentos que envolvem a luta por igualdade de gêneros. Refletindo acerca dessas questões e sob o contexto do aniversário de 10 anos da Lei nº 11.340 (Maria da Penha), o foco em torno dos grupos de mulheres que estão mais expostas à violência e à morte: as negras, as periféricas, as lésbicas, as transexuais, as com deficiências físicas e intelectuais, e mulheres em situação de clandestidade. Em um mosaico abrangente a programação é composta por mais de 40 atividades e aproxidamente 150 participantes entre artistas, oficineiros e palestrantes. Entre seus destaques estão nomes como a filósofa Márcia Tiburi, a funkeira MC Carol, as cantoras Karina Buhr e Juçara Marçal e as cineastas Petra Costa e Anna Muylaert. Confira abaixo a programação completa: CONVERSAS-SHOW - MULHERES À BEIRA

Entre provocações e intervenções musicais, convidadas que pertencem aos grupos que estão mais vulneráveis à violência na sociedade partilham histórias de vida e ajudam a transformar o que é degenerada em revolucionária. Mestra de Cerimônias: Luana Hansen. Retirada de ingressos na Central de Atendimento uma hora antes do evento. Clandestina, Ilegal | 10/03. Quinta, 20h. | Livre | Grátis| Teatro. O que te faz clandestina? Quem te fez ilegal? Entre relatos de sobrevivência, observa-se as políticas de uma sociedade em que existir mulher se transformou em ato quase ilícito. Nesse bate-papo musical, as ilegalidades femininas, deliberadas e compulsórias, são problematizadas por Lígia Magalhães e Renata Correa. Com intervenções musicais de Mc Carol. Afronta! | 17/03. Quinta, 20h | Livre | Grátis | Teatro. Mulher, preta: um corpo duplamente marginal, alocado na periferia da sociedade mesmo quando não o está geograficamente. Apesar disso, mulheres em mil tons de preto afrontam, resistem e ocupam todos os espaços e papéis sociais, em verdadeira lição de empoderamento e orgulho. Conversa enegrecedora com Elisa Lucinda e Jaqueline Gomes de Jesus entrecortada por intervenções musicais de Fabiana Cozza. Vráááá | 23/03. Quarta, 20h | Livre | Grátis | Teatro. Mulheres com ou sem seio, útero, pelos, ancas... Se o feminismo sempre lutou para que características biológicas não fossem as determinantes de uma existência em sociedade, hoje, o movimento trans traz novo colorido ao debate, pautado por experiências que nos fazem repensar o que afinal de contas é ser uma mulher. Nessa conversa Renata Perón e Luiza Coppieters provocam à reconhecer a pluralidade de contextos e vivências que colocamos sob essa categoria. O bate-papo ainda lacra geral com manifestações musicais de Verônika Decide Morrer. BATE-PAPO

Web ativismo e redes de apoio|09/03, quarta, 20h| Livre| Grátis| Teatro O ativismo online é uma novidade do nosso tempo ciberespacial e ciberpolítico, mas também um caminho feito de prós e contras. A internet se mostra como meio eficaz de mobilização, produção de conhecimento, organização de reuniões e troca de experiências em diversas escalas: de petições online à campanhas de mensagens massivas para governantes, de organização de eventos, às campanhas de mídia, de mobilizações para ações no mundo real ao ativismo de sofá, os graus de seriedade e as pautas levantadas são das mais diversas. Com Débora Baldin e Manoela Miklos e mediação de Márcia Tiburi. Consumidoras Consumidas|16/03, quarta, 20h| Livre| Grátis| Teatro Em uma época em que a cultura da imagem figura como parte do cotidiano, identificar a fabricação de imagens de uma mulher fictícia através do mercado de consumo constitui uma das temáticas mais relevantes para o movimento feminista. A discussão colocará em cena a relação das mulheres com a sociedade do consumo, problematizando como as próprias mulheres são consumidas nesse processo. Com Djamila Ribeiro e Renata Frota e mediação de Márcia Tiburi. ARTES VISUAIS EXPOSIÇÃO - MOSTRA DE VIDEOPERFORMANCES De 05 a 27/03. Terça a domingo , das 10h as 19h | Livre | Grátis | Diversos espaços Obras de artistas que questionam a norma e refletem sobre temas relacionados às diferentes facetas das mulheres no mundo contemporâneo por meio de videoarte. Na cama com Zuleika, por Estela Lapponi Neste videoarte Zuleika Brit revela para a câmera sua solidão mais íntima em um quarto de um hotel qualquer no centro da cidade. Revela sua fragilidade e fracasso erótico. As poses da performer partem dos desenhos do controverso pintor austríaco Egon Schiele. Desidentidades: para durar, por Dani Barsoumiam A artista investiga construções e desconstruções de identidades a partir do próprio corpo. Neste vídeo, se utiliza de seus cabelos e pêlos para questionar padrões estéticos e comportamentos de gênero em um fluxo de inventações de identidades. Coca-Cola, Êra Êra, por Isabel Ramil A artista conviveu intensamente com o universo campeiro na fazenda de um tio, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, e pôde participar mais ativamente de algumas atividades ligadas à lida com o gado até entender que sua participação nessa lida exclusivamente masculina. Trópico de Capricórnio, por Kika Nicolela Durante uma mesma noite, quatro travestis são trazidas para um quarto de hotel no centro de São Paulo. Elas entram no jogo proposto: deitar-se na cama e permanecer no quarto vazio com uma câmera de vídeo. Elas se recriam frente à câmera, e começam a revelar suas fantasias, sonhos e indagações. Esse é o meu sangue, por Luisa Nóbrega Uma coisa vermelha, que se move, circula por onde você não enxerga, por acaso é tua? o sangue é uma espécie de combustível. se ele parar de correr, eu paro. acontece que de quando em quando, ele precisa ser derramado. será que esse sangue é meu? Para se ter um Cubelo, por Grasiele Sousa O vídeo tem como inspiração os tutoriais de beleza realizados por amadores no YouTube. A partir das instruções de como usar um aspirador de pó no lugar de um secador de cabelo, a artista demonstra como se deve fazer para se ter um cabelo "belo" e ao mesmo tempo um "cu", o modelo Cubelo. Tigresa na Seca, por Lady Incentivo Tigresa na Seca é um dos vídeos da Trilogia Lady Incentivo. Foi lançado no youtube e na mostra 'Canções de Amor', Tomie Ohtake (São Paulo) em 2014 junto com os vídeos Mastubar e Sou Foda (Amy Winehouse). Tigresa na Seca é um funk em primeira pessoa da música Tigresa do Caetano Veloso criado após a falta de água em São Paulo. Galinha (um só somos eu e muitos em mim), por Isabel Ramil Galinhas comem absolutamente tudo, não têm critérios. Também são bastante estúpidas e histéricas, de olhar profundamente alienado. A artista executa a ação do vídeo vestindo pilcha masculina e usando os cabelos como os usava sua bisavó, que não conheceu. Que te mate, por Camila Criva Arte que te Mate é um vídeo proposto a partir do poema "Arte que te tura", de Paulo Leminski. Para cada frase, um cenário para materializar a ideia do que é a arte enquanto te abrigra, te habita, te falta, te imita, te modela, te medita, te mora, te mura, te todo, te parte, te torto, te tortura. A Natureza da Vida, por Fernanda Magalhães Ações realizadas em locais públicos em diversas cidades do mundo, constituídas pelas ações performáticas nas quais a artista, quase sempre nua, posa para fotografias e vídeos. A série aborda questões do corpo através de um posicionamento político, discutindo padrões, estética e as diversidades. EXPOSIÇÃO

Meu nome não é linda, por Tathy Yázigi | 05 a 27/03. Terça a domingo, das 10h às 19h | Livre | Grátis | Convivência I. Na série de fotos, a artista empresta ações normalmente realizadas pela boca à vagina e vice-versa, mesclando os dois órgãos em movimentos de falar, fumar, "florescer" e sangrar. A exposição tem a intenção de discutir o empoderamento das mulheres em resposta ao assédio cotidiano e ao padrão imposto de beleza e higiene. Anti-higiênica, por Camila Soato | 08/03 a 19/06. Terça a domingo, das 10h às 19h | Livre | Grátis | Foyer do Teatro. A artista apresenta recortes de imagens que fragmentam e narram momentos bizarros aos olhos de uma sociedade que tenta controlar os corpos femininos, seus desejos e escolhas. Um elogio a mundiçagem, aquela proíbida por séculos de história de bons modos sobre os corpos femininos. Com um pregador no nariz e uma panela na cabeça mistura a sexualidade trivial caseira com o cotidiano agressivo das ruas. Mulheres em fúria Foram convidadas cinco artistas para a criação de dois painéis-manifestos. Todos os dias, 24h. Livre. Grátis. Panmela Castro (Anarkia Boladona) + Siss | 06/02 a 10/07. Muro da Rua Viri, ao lado do Sesc Santana. Criola + Ju Violeta + Mag Magrela | 27/02 a 10/07. Muro do CEI Adelaide Lopes Rodrigues. pele parede pele | 13/02 a 19/06. Terça a domingo, das 10h às 21h | Grátis | Livre | Galeria Primeiro Andar. Com obras das artistas Del Pilar Salum e Mônica Rubinho, pertencentes ao Acervo Sesc de Arte Brasileira. PERFORMANCES O Beijo | 09/03. Quarta, 19h | Grátis | Livre | Área de Convivência. Uma cama de velcro e duas vestimentas de velcro: uma para a artista e outra para alguém do público. O embate dos corpos tentando se desprender um do outro e da cama pode ser visto, ao mesmo tempo, como um ato romântico ou violento. Ou ambos. Com Cris Bierrenbach. Fio-Terra | 10 a 26/03. Quintas e sextas, e sábado (26/03) , 16h às 19h. Livre | Grátis | Calçada em frente à Unidade A artista costura o chão a partir de um fio que sai da sua roupa, alinhavando no cimento um caminho que aterra o que sobra de si: o que flutua e não acha lugar. A artista vai a fundo, abaixo da rigidez, para buscar a natureza e deixar seus eus no chão em forma de fios coloridos, dramáticos e medrosos. Performance duracional, com aproximadamente 18h divididas em 6 dias. Com Mariana Piza. Menstruário | 10/03. Quinta, 19h | Livre | Grátis| Área de Convivência. É racha, é fissura, é fenda, é sangue que corre, é morte, é a mercadoria-mulher exposta, é a reificação dos corpos e mentes, é feminicídio, é espetáculo. A Poética do Desmonte rompe, rasga e dilacera o que ainda resta de domesticidade. Vamos, entre e ofereça o seu corpo, a sua alma... É liquidação! Com Mal Amadas Poéticas do Desmonte. As Cento e Vinte Virgens | 11/03. Sexta, 19h | Grátis | Livre | Área de Convivência. As 120 Virgens é uma performance que trata da pureza das ações humanas por meio do alimento compartilhado num grupo. Procura discutir os múltiplos signos do fruto maçã oferecido para saciar o corpo fisico e sexual. As maçãs carregam toda a sua simbologia conhecida evocando o alimento e a virgindade que emprestam nome e significado à performance. Com Cecília Stelini. Responda sim ou não | 13 e 20/03. Domingos, 14h às 16h | Grátis | Livre | Área de Convivência. Um trio de performers, com uma caixa de som portátil e uma prancheta, percorre o Sesc fazendo perguntas e solicitando que se responda apenas SIM ou NÃO. As perguntas abordam questões de gênero, de trabalho e as relações das mulheres com a cidade. Com Coletivo Teatro Dodecafônico. À Beira | 13 e 20/03. Domingo, 15h às 19h| Grátis | Livre | Diversos espaços. Vinte artistas mulheres se esparramam pelo chão em diversos pontos, sugerindo imagens de força e fragilidade, violência e aconchego, nascimento e morte, a partir da posição de seus corpos. Performance de longa duração, com aproximadamente 8h divididas em 2 dias. Por Sueeana e artistas convidadas. Saia! | 16/03. Quarta, 19h | Grátis | 16 anos | Área de Convivência. Uma mulher sentada, levanta constante e lentamente sua gigantesca saia até expor sua vagina. O movimento é embalado por uma trilha sonora de depoimentos baseados nas mais recentes campanhas de redes sociais #meuprimeiroassédio e #meuamigosecreto, bem como os comentários machistas feitos por homens às postagens. Com Gisele Jota. Rastro | 19/03. Sábado, 15h | Grátis | Livre | Área de Convivência. A artista caminha trajando um vestido vermelho que tem trinta metros de comprimento e pesa 10 quilos. A vestimenta é um corpo expandido. Simboliza também a materialização do corpo que não termin