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Quando a primeira classe dos aviões já não é suficiente para quem gosta de luxo

07.03.2016

Ontem, dia 6, o jornal americano New York Post publicou em seu portal a matéria "Semi-Private planes are the new first class". Outro dia falamos por aqui sobre o aplicativo que permite o compartilhamento de carros. E, ao que tudo indica, compartilhar veículos, no caso, aviões executivos, já é uma prática comum entre os bem nascidos nos EUA e até no Brasil.

 

O texto, assinado pelo repórter Michael Kaplan, já tem início mostrando que, infelizmente, o alto luxo tem seu lado babaca com aspas bizarras de um entrevistado que afirma "tantos passageiros passaram para a primeira classe que geralmente você se senta ao lado de alguém horrível". Será que ele achou alguém mais horrível do que essa resposta infeliz?

 

 Ele faz parte de um grupo de nova iorquinos que ainda não é rico o suficiente para ter seu próprio jatinho, mas que já não quer encarar um voo comercial, mesmo na primeira classe. Assim nasceu o serviço de aviões semi-privados.

 

O sistema funciona por meio de uma assinatura anual que parte de 9 mil dólares, além de uma taxa de inscrição de 3 mil dólares. Os membros dessa espécie de clube tem direito a usufruir de um número ilimitado de voos entre cidades dos EUA (de uma crescente lista de intinerários), além de transfers de helicóptero até o aeroporto e champanhe a bordo.

 

Para ler a matéria do NY Post e ver mais imagens, clique aqui.

 

 

O sistema de compartilhamento de jatinhos não é exclusividade dos nova iorquinhos. Por aqui, o jornal O Globo já falou sobre o fenônome na matéria  "Em tempos de crise, um jatinho pra chamar de nosso". Por aqui o sistema funciona um pouquinho diferente, pois as aeronaves são compradas em grupo, cada interessado é dono de 1/6 da aeronave. Além de "comprá-la, ainda é necessário o pagamento de uma taxa mensal para ter direito a uma determinada quantidade de horas de voo, o que faz o sistema ser um pouco mais salgado por aqui.

 

O inusitado é que a matéria do NY Post aponta o sistema de voo semi-privado como um upgrade de quem era usuário da primeira classe, enquanto por aqui, O Globo aponta como um downgrade, devido à crise, daqueles que teriam os seus jatinhos próprios.

 

O que para uns é sinal de riqueza, no Brasil, mesmo com preços extratosféricos, é considerado efeito da crise econômica. Isso, facilmente percebido ao se observar quem são os usuários do serviço e como viajavam há cerca de um ano. 

 

Foto: Reprodução NY Post/ Stephen Yang.

 

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