Travessa Tim Maia, na Vila Madalena, tem intervenção de live painting

Neste fim de semana, dias 1 (sábado) e 2 (domingo) de dezembro, a Travessa Tim Maia, na Vila Madalena, será palco de uma intervenção urbana de live painting ao ar livre. O evento conta com um coletivo de onze artistas plásticos e a participação da comunidade na escolha dos temas.


A iniciativa pretende revitalizar a travessa, além de divulgar o trabalho de jovens artistas e incentivar a comunidade local, frequentadores e passantes a ter um maior contato com arte, preservar e cuidar do local e entregar um espaço mais alegre. No sábado e no domingo, o evento ocorrerá das 9h30 às 17h.


Travessa Tim Maia, na Vila Madalena, antes da restauranção

Sobre a Travessa Tim Maia


Toda cidade tem aquele lugarzinho especial, meio escondido, que só quem mora por perto ou caminha a pé por ali conhece. Assim é a Travessa Tim Maia, uma joia da cidade de São Paulo, entre as ladeiras da Vila Madalena. Muito mais do que uma simples travessa, usada para chegar à estação de metrô, a viela é uma verdadeira galeria a céu aberto, que vai cortando o bairro com escadarias charmosas cheias de arte urbana. O espaço reúne grafites de tantos estilos e cores que dá até para esquecer que se está descendo ou subindo escadas. Mas nem sempre a Travessa Tim Maia foi assim. Até o fim do ano passado, era um local degradado. “Era meio perigoso andar ali, além de ser cansativo subir a ladeira, já que não havia os degraus”, lembra Luciana Gonçalves, moradora do bairro. Foi então que a incorporadora Idea!Zarvos, conhecida por seus edifícios com arquitetura autoral, em parceria com a prefeitura, iniciou uma reforma do local. O objetivo era facilitar a circulação dos pedestres e dar vida nova a esse canto único da Vila.


O projeto arquitetônico da Travessa Tim Maia foi uma doação do arquiteto Isay Weinfeld para a cidade, que, com a Idea!Zarvos, transformou completamente o lugar. A ladeira, que antes era asfaltada, ganhou degraus nos 220 metros do seu trecho mais íngreme, que vai da Rua Fradique Coutinho à Rua Senador Cesar Lacerda Vergueiro. A iniciativa também previu a instalação de corrimãos para auxiliar quem vai em direção ao metrô Vila Madalena e, principalmente, as mães que passam pela via para ir à Escola Olavo Pezzoti, que fica ao lado. O projeto também priorizou a melhoria da segurança, aprimorando a iluminação e implementando uma lombofaixa (lombada na faixa de pedestres) na Rua Girassol.


Artistas participantes


@enivo

Enivo, firmou um pacto vital com a arte e sua essência aos 12 anos de idade, através da primeira experiência com o Graffiti, em 1998. Desde então, marca as ruas da cidade com a materialização de ideias, expressão de sentimentos e questionamentos, através da imagem. Enivo afirma que todas as mutações em sua obra são como portais para o novo. Entende que a técnica, conceito e expressão transitam de forma cíclica. Cada nova série criada é resultado do que já foi feito e ao mesmo tempo um passo para novas pesquisas, ramificações de ideias que apresentam a continuidade, novas possibilidades de criação em busca do Âmago. Além da arte livre-expressiva nas ruas e no atelier, já ilustrou campanhas publicitárias para muitas marcas e decorou diversos lares e empresas. Graduado em Artes Plásticas pela Faculdade Paulista de Artes, é também arte-educador, na partilha de conhecimentos e vivências com jovens focados em pesquisar e produzir arte. Sócio fundador da A7MA Galeria, Enivo atua como curador e organizador de exposições que pensam Arte, em movimento.


@tcheruggi

Marcelo Ruggi – Tché. Seus trabalhos margeiam a valorização da vivência como memória e bloco construtor, um fractal geométrico de experiências, seja na síntese de um pensamento, uma reflexão de mundo, a busca pela própria cura cromática, ou usando as esculturas como arquiteto do corpo, construindo objetos sólidos, reutilizando rejeito de chapas de aço soldadas piramidais multi coloridas e texturizadas, dialogando com o meio. A cidade e a concentração da meditação o levaram a ambientes místicos-geometrícos multifacetados, quais são suas grandes referências para sua produção. Em 2000 começou a pintar Graffiti nas ruas e em 2005 iniciou estudo superior em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Brasil. Em 2008 foi um dos fundadores do Coletivo132, um coletivo de artistas do Graffiti, o que originou em 2012, somando os aliados do atelier de gravura Full House, a Galeria A7MA de arte e cultura, fomentando o cenário e o movimento da arte de rua paulistana e brasileira.Seus trabalhos margeiam a valorização da vivência como memória e bloco construtor, seja na síntese de um pensamento, uma reflexão de mundo, ou usando as esculturas como arquiteto do corpo, construindo objetos sólidos, com chapas de aço e latas usadas de spray soldadas. Tché Ruggi, define cada momento com uma lâmina e sua palheta terrosa define suas formas, movimento e estruturas em meio ao universo criado em seu próprio mundo.“Sou formado pelo conjunto das minhas vivências”.


@paulo_ito

Paulo Ito nasceu em 1978 em São Paulo e começou a pintar na rua no ano 2000. Seu trabalho pode ser visto nas ruas da zona oeste da cidade. Até 2011 publicou a HQ independente Mais Barato Grátis que totalizou mais de 5mil exemplares distribuídos gratuitamente. Expôs no MuBE na segunda Bienal Internacional de Graffite de São Paulo em 2013. Um ano antes participou da mostra São Paulo Mon Amour também no MuBE. Em 2014 pintou um painel que se tornou o maior viral da copa do mundo da FIFA de 2014 saindo em veículos de comunicação em mais de 20 países e tendo alcançado pelo menos dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Em 2016, depois de pintar uma empena em São Paulo para o projeto Salve o Tapajós do Greenpeace, expôs na Segunda Bienal internacional de Arte de Rua de Moscow. Participou em 2017 do festival Memorie Urbane em Gaeta na Itália e apresentou sua quarta exposição individual “Inconveniente”, na A7MA galeria.


@lobotex

Luís Alexandre Lobot, A velocidade e a quantidade de informações geradas nos grandes centros é a maior influência no trabalho de Luís Alexandre Lobot. A percepção de quem vive em uma cidade como São Paulo é constantemente bombardeada com pedaços de informações vindas de todos os lados, de ônibus e metrôs, anúncios de lojas, televisão, das falas das pessoas, rádios, ambulâncias, viaturas e o barulho da multidão. O grande conflito da existência nos centros urbanos. A cidade em construção. Pessoas em construção. Metrópoles. Isso tudo serve de inspiração e recursos para suas pinturas/desenhos.Influenciado pelo graffiti e outras manifestações artísticas, junto com uma espiritualidade futurista milenar vê na arte a saída para sua existência. Onde constrói um universo particular usando perspectivas e cores, formas e palavras. Chaves. O antes da cidade. Preto e Branco Colorido. O Ruído da Metrópole.


@karenfidelis.art

A partir de estudos da artista sobre “diálogo artístico x meio urbano” e as formas como o grafiteiro usa sua arte como conector desse diálogo, a artista cria seu personagem identidade, o “Kueio” (coelho) que representa o grafiteiro, o pixador em suas vivências dentro de um grande centro urbano como São Paulo: sua relação intensa com a rua, a vida agitada, onde o sujeito vive e pensa em ritmo frenético assemelhando-se à coelhos. Kueia representa seu personagem em variados temas e cenas icônicas da realidade do artista urbano de forma bem humorada, interagindo com o público de uma maneira que possa atraí-los para um momento de distração dessa realidade caótica da metrópole, mostrando um lado positivo e divertido das situações urbanas. A característica da “reprodutibilidade” dos coelhos também é abordada na forma como o personagem é tratado no Graffiti. Os Kueios estão se multiplicando nos muros da cidade, assim como a arte de rua se multiplica, os grafiteiros e pixadores aumentam em número, ocupam os mais diversos espaços, alcançam todas classes sociais e se espalham.


@alexandrepuga

Talento da nova geração de artistas contemporâneos iniciou o seu contato com a arte de rua em 1996, partindo do Graffiti até chegar às pinturas em canvas, arte que ilustram cotidianos, decoram galerias e encantam pessoas. A Brasilidade e a representação dos temas com os seres humanos entre si é uma de suas grandes preocupações, e o conceito, ritmo e textura, também são fortes características na obra desse artista que já desenvolveu murais e encomendas para cidades como; Ilha de Paquetá (RJ), Juiz de Fora (MG), Bom Fim (MG), Salvador (BA) Copacabana (RJ), Limeira(SP), São Paulo e algumas cidades no exterior, como MÜNICHEN (AL) Deggendorf (AL), Amsterdam (NL), Londres, Paris, Heilbronn e Berlin.Seus personagens de tintas coloridas, gritam algo que ainda não foi dito, algo que precisa ser explicado, os valores e a representação da família na sociedade contemporânea é parte principal do seu repertório visual. A personalidade no estilo e coragem na técnica faz com que os trabalhos de Puga, sejam reconhecidos instantaneamente.


@katiasuzue

Artista plástica e urbana, estudou pintura e desenho no Japão durante quatro anos, seu trabalho tem como referência a cultura oriental, o Zen budismo, com características típicas dos mangás e animes japoneses.


@ndrua

Frederico Jorge conhecido como Ninguém Dorme ou ND RUA é um mistério até para as pessoas do mundo do Graffiti, o que torna difícil escrever sobre o artista em si, nascido na periferia e crescido em diferentes regiões do país é um grafiteiro bem excêntrico, possui um vocabulário particular e, em um primeiro contato seria interessante utilizar um dicionário “niguémdormiano” para entendê-lo. Alegre e engraçado tem um dom com a lata ímpar, seus trabalhos tem como principais cores o preto, o branco e o cinza, mas também é possível encontrar toda gama de cores em outras pinturas.Seu estilo orgânico e formas abstratas se unem e formam desenhos ainda mais complexos e é possível notar a influência tribal, africana, indígena, religiosa, botânica e principalmente das profundas raízes e tradições brasileiras. Os grafites do NDRua são comumente encontrados na vila madalena, uns dos principais centros do graffiti nacional.


@prozak7

Celso Mazu iniciou sua carreira pintando na rua nos anos 90, influenciado por um estilo de vida ligado ao skate e as consequentes derivas na cidade de São Paulo. Formou-se em Artes Plásticas na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) em 2000 e desde então expôs e pintou nos EUA, Japão, Europa Argentina e em diversas cidades do Brasil. Sua trajetória transita entre as pinturas na rua e exposições no circuito fechado. Mazu é claramente preocupado com os diversos suportes que utiliza e a relação dos diferentes espectadores imersos à overdose de significância impregnados em suas obras nesses diferentes espaços. A constante reflexão sobre a própria produção artística nunca o deixou estagnado em uma técnica ou metodologia. Pelo contrário, segue evoluindo seu olhar e fatura sem desviar da linha característica de seu trabalho. PROZAK é o pseudônimo que adota em 2003, onde usa o símbolo da mundialmente reconhecida marca de remédio numa metonímia, que indicia a cidade, para responder às inquietações e saturações sociais no cotidiano. Os elementos usados na estrutura das pinturas fazem referencia a um dicionário de símbolos democraticamente acessíveis. A palheta de tons carregados nasceu naturalmente em sua prática, demandado pelos conceitos e metáforas surgidas ao longo de um percurso irônico e carregado de personalidade. Na série de trabalhos mais recente, a cor aparece como conjunto de massa orgânica pluridimensional, onde as camadas saltam do fundo dado pela cidade. A diversidade cromática de Mazu sintetiza o mundo saturado de informações e imposições por que perpassa sua geração.


@cesarprofeta

Nascido e criado em meio as ruas do tradicional bairro da Mooca na cidade de São Paulo Brasil, local onde vive e trabalha atualmente. Realiza em seu trabalho um resultado das muitas informações adquiridas ao longo de sua vida. São pinturas, objetos e esculturas feitos em materiais descartados pela sociedade usados como suporte, dentre outros. Criou uma linguagem muito pessoal e altamente elaborada que demonstra o domínio de uma técnica sofisticada que vai além daquelas praticadas normalmente nas ruas. O rico cromatismo de suas pinturas impõe forte impacto no espaço urbano. Desenhos abstratos, formas geométricas e matemáticas que se articulam e se reproduzem, provocam novas combinações e propiciam ao nosso olhar atento, diversos percursos visuais. Estabelecendo assim um desafiante jogo de formas e de cores, cria todo um sistema de significados imprecisos e, por isso mesmo, inquietante. Seus objetos e esculturas remetem ao lúdico, e ao subconsciente do artista, com uma preocupação notória na qualidade de suas peças, que vem complementar o processo de amadurecimento do artista.


@fe.ikehara

Amarrando motivos providos de referências que navegam desde o oriente antigo até o ocidente moderno desenvolve composições recheadas de simbologias particulares Elementos como plantas, animais e padronagens de diversas culturas se misturam a personagens que aparentam estar em processo de introspecção, como se flutuassem em um instante de sublimação. Cores e formas costuram a composição formando uma trama que une a todos os elementos que ali se encontram, inclusive o vazio.Desenhos, pinturas e murais são os suportes utilizados para contar a história de um instante. Cores, formas e elementos de forte carga simbólica são as notas de um acorde que ressoa sobre papel, tecido e tinta cinza.

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