Pandemia mostra a importância da arte de rua e transforma a cidades em museus a céu aberto

Com museus fechados e exposições canceladas até segunda ordem, a arte urbana que já vinha ganhando destaque e reconhecimento nos últimos anos, ganha ainda mais importância no momento.


Dois festivais, um na capital paulista e outro em Belo Horizonte, mostram a potência do gênero, que promove arte para todos.

O NaLata, que acontece desde julho no Largo do Batata e vai até o fim de agosto, está em sua primeira edição e promove a pintura de 09 empenas e dutos de metrô da região por 15 artistas brasileiros.


Já o Cura, que acontece desde 2017 em Belo Horizonte, anunciou a pintura de mais quatro prédios no hipercentro da capital mineira, além de duas instalações na mesma região. Entre eles, estará o maior painel de todas edições do Cura, com dois mil metros quadrados.


A nova edição do festival acontece entre 22 de setembro e 04 de outubro e pela primeira vez a organização promove uma convocatória pública para artistas residentes no Brasil. A intenção é selecionar uma proposta de ocupação de uma das empenas do circuito.


Ao final da edição, o Cura terá entregado 18 obras em empenas, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro.


Fotos: Divulgação


2020 tem CURA!


E a convocatória para pintura de uma das fachadas receberá inscrições até início de setembro


O maior festival de arte pública de Minas Gerais, o CURA, volta a ser realizado em setembro deste ano, entregando quatro novas pinturas em prédios no hipercentro de Belo Horizonte, todas visíveis da rua Sapucaí, bairro Floresta. Serão entregues, também, duas grandes instalações de arte pública nas imediações do centro da cidade.


Devido à pandemia, nesta quinta edição não haverá festas ou aglomerações. Toda a programação aberta ao público será virtual, como debates, oficinas, aulões, de forma gratuita e acessível. Uma programação diversa, que discute a atualidade e traz nomes em destaque no cenário nacional.


Neste ano, o festival convida duas artistas para compor a comissão curadora: Arissana Pataxó, de Coroa Vermelha - Cabrália, e Domitila de Paula, de BH.


Elas, juntamente com as criadoras do festival - Janaína Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni, fizeram a curadoria de quatro artistas que pintarão as empenas, bem como de duas intervenções urbanas pela cidade além de toda a programação on-line.

Outra novidade da edição 2020 é o lançamento da Galeria de Arte Virtual do CURA, que coloca à venda obras de arte de cerca de 60 artistas nacionais, também selecionados por essa comissão.


“O festival defende a resistência em tempos de aculturação e decide por uma curadoria que se aprofunda em um Brasil que é não somente urbano. É urgente ouvir as vozes que apontam caminhos outros. Estamos pela vida!”, diz Priscila Amoni, uma das curadoras.


O Circuito Urbano de Artes completa sua quinta edição e, com esta, serão 18 obras de arte em fachadas e empenas, sendo 14 na região do hipercentro da capital mineira e quatro na região da Lagoinha, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro. O CURA também presenteou BH com o primeiro e, até então, único Mirante de Arte Urbana do mundo. Todas as pinturas podem ser contempladas da Rua Sapucaí.


Como destaque desta edição, foi aberta a tão esperada "Convocatória CURA", uma seleção pública em que artistas de todo o Brasil poderão concorrer ao sonho de pintar uma fachada cega de um edifício no centro de BH. As inscrições poderão ser feitas pelo site do festival [www.cura.art ] de 12 de agosto a 2 de setembro de 2020.


www.facebook.com/curafestival

www.instagram.com/cura.art

https://cura.art

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