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Periferias de São Paulo recebem o projeto Círculo Literário

As periferias da cidade mantêm viva uma cena literária com saraus, espaços de leituras e festas literárias que fortalecem a identidade de quem escreve e de quem lê, em um movimento de enfrentamento das desigualdades. A partir desse movimento, a Fundação Tide Setubal, instituição que tem como missão atuar no enfrentamento das desigualdades socioespaciais nas periferias urbanas, realiza o Circuito Literário nas Periferias (CLIPE). O lançamento é mais uma etapa importante para a Fundação, que desde 2017 expande para diferentes regiões da capital as experiências desenvolvidas em São Miguel Paulista, no extremo leste da cidade.

 

 

O CLIPE é uma evolução do Festival do Livro e da Literatura de São Miguel Paulista, realizada entre 2008 e 2017. "O Circuito nasce para apoiar e fortalecer ações, coletivos e roteiros de literatura que já acontecem nos municípios. Estaremos próximos de autores, microeditoras, bibliotecas comunitárias, pontos de leitura, colocando à disposição a rede e os recursos que a Fundação construiu no bairro", explica Márcio Black, especialista em cultura da Fundação Tide Setubal.

 

O lançamento do projeto aconteceu na noite desta quinta-feira, 9, no Tapera Taperá, no centro de São Paulo, com participação dos escritores João Canda, de Angola, Alexandrine Biyouha, de Camarões, e Neide Almeida, coordenadora pedagógica do Museu AfroBrasil.

 

Clube de Leitura

 

Uma das principais novidades anunciadas na apresentação do CLIPE é o "Clube de Leitura", espaços alternativos para o público compartilhar experiências literárias, dúvidas e impressões de leitura, em série de encontros mensais em parceria com a Cia das Letras.

 

Nessa primeira etapa, o Circuito atuará junto a grupos majoritariamente femininos e que tenham mulheres negras atuantes e na liderança, reforçando o eixo temático dos festivais do Livro e da Literatura de São Miguel dos dois últimos anos, que tratou da questão de gênero e raça. Em 2017, o tema foi "Letras Pretas: poéticas de corpo e liberdade", trazendo um debate sobre a importância da literatura negra e de sua valorização para a promoção da identidade negra, o fortalecimento do povo negro e a luta pela equidade.

 

Durante a apresentação do CLIPE, a organização já confirmou alguns dos eventos para este semestre, dentre eles a Festa Literária da Cidade Tiradentes, a Festa Literária da Gente e Festival Percurso. "O apoio a esses coletivos levou em conta a tradição e a maneira como conduzem seus trabalhos", explica Marcio Black.

 

Quilombo hoje a Literatura Negra

 

O lançamento do CLIPE acontece em uma semana emblemática em que São Paulo cedia a 25ª Bienal Internacional do Livro, que pela primeira vez conta com estande voltado a literatura afrodescendente, o da editora Quilombhoje.

 

Fundada em 1980, a editora tem a proposta de discutir e aprofundar a experiência afro-brasileira na literatura, incentivando o hábito da leitura e promovendo a difusão de conhecimentos e informações sobre literatura e cultura negra. O Quilombhoje publica a série Cadernos Negros, que completa quarenta anos em 2018, já organizou diversos livros de ensaios, novelas, peças de teatro, contos e poemas, e, desde 2002, apresenta o Sarau Afro Mix.

 

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o próximo domingo, dia 12. Essa presença pioneira da Quilombhoje tem o apoio e participação da Fundação Tide Setubal.

 

Serviço:

Programação Circuito Literário 2018

3 a 12 de agosto: Estande do Quilombhoje (Cadermos Negros) na 25ª Bienal do Livro de São Paulo

27 a 29 de setembro: Festa Literária da Cidade Tiradentes

28 de setembro: Seminário de Literatura Negra da Cidade Tiradentes

24 de novembro: Festa Literária da Gente (Parque Edu Chaves)

24 e 25 de novembro: Tenda Literária no Festival Percurso

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